Avaliação da hidratação e hábito intestinal de atletas de Handebol feminino
Resumo
Introdução: A constipação intestinal caracteriza-se por um esforço durante o ato de defecar. É um problema crônico que afeta milhares de pessoas no mundo sendo mais prevalente nas mulheres. Os estudos ainda são limitados, mas há hipóteses de que exercício físico e a ingestão adequada de líquidos aumentam a atividade intestinal. Objetivo: Avaliar a hidratação e o habito intestinal de atletas de handebol feminino. Materiais e métodos: Participaram do estudo 19 atletas, do sexo feminino, com idade entre 12 e 15 anos. Foram avaliadas através de um questionário adaptado sobre hidratação e habito intestinal, tendo na última questão a escala de Bristol. Resultados: As atletas em sua maioria (68,4%), tem o habito de se hidratar as vezes durante o treino consumindo de 200 a 800 ml de líquidos e no restante do dia, de 250 a 500 ml. A maioria tem hábito de evacuar uma vez ao dia e apresentam hábito intestinal regular. Conclusão: As atletas estudadas se hidratam adequadamente durante o treino, mas no decorrer do dia ficam aquém das recomendações. Mesmo assim, a maioria tem um habito intestinal regular, que pode ser um benefício da pratica de exercício físico frequente.
Referências
-Agnol, T.D.; Araujo, M.P.; Laino, F.; Parmigiano, T.R.; Girão, M.J.B.C.; Sartori, M.G.F. Avaliação do habito intestinal em mulheres atletas e sua relação com nível de hidratação e uso de suplemento. Revista Brasileira de Nutrição Esportiva. Vol. 10. Num. 58. p. 458-466. 2016. Disponível em: <http://www.rbne.com.br/index.php/rbne/article/view/672/569>
-Andre, S.B.; Rodriguez, Moraes-Filho. Constipação intestinal. Rev Bras Medicina. Vol. 57. Num. 12. 2000.
-Andrews, N. C.; Martin, E. S. A fisiopatologia da constipação crônica. Canadian Journal of Gastroenterology. Vol. 25. 2011. p. 16-21.
-Baillot, M.; Olivier, H. Hidratação e termorregulação durante um meio homem de ferro executado em clima tropical. Journal of Sports Science and Medicine. Vol. 14. Num. 2. 2015. p. 263-268.
-Brito, C.J.; Marins, J.C. Caracterização das práticas sobre hidratação em atletas da modalidade de judô no estado de Minas Gerais. Rev. Bras. de Ciên. e Movim. Vol.13. Num. 2. 2005. p. 59-74.
-Collete, V.L.; Araújo, C.L.; Madruga, S.W. Prevalência e fatores associados à constipação intestinal: um estudo de base populacional em Pelotas, Rio Grande do Sul, Brasil, 2007. Cad. Saúde Pública. Vol. 26. Num. 7. p. 1391-1402. 2010.
-Cruz, F. R. Constipação Intestinal: Abordagem Medicamentosa e não Medicamentosa. Associação Brasileira de Nutrologia (ABRAN). International Journal of Nutrology. Vol. 7. Num. 1. p. 15-20. 2014.
-Drossman, A. D. The Functional Gastrointestinal Disorders and the Rome III Process. Division of Gastroenterology and Hepatology, UNC Center for Functional GI and Motility Disorders, University of North Carolina at Chapel Hill. Vol. 130. p. 1377-1390. 2016.
-Guerra I. Importância da alimentação e hidratação do atleta. Revista Mineira de Educação Física. Vol. 12. p. 159-173. 2004.
-Institute of Medicine. Dietary Reference Intakes for water, potassium, sodium, chloride and sulfate. Washington (DC): National Academy Press. 2004.
-Johannesson, E.; Simrén, M.; Strid, H.; Bajor, A.; Sadick, R. Physical Activity Improves Symptoms in Irritable Bowel Syndrome: A Randomized Controlled Trial. The American Journal of Gastroenterology. V. 106. Num. 5, 2011. p. 915-922.
-Kavouras, S. A.; Armaroutis, G.; Makrillos, M.; Garagouni, C.; Nikolou, E.; Chria, O.; Ellinikaki, E.; Sidossis, L. S. A intervenção educacional sobre a ingestão de água melhora o estado de hidratação e aumenta o desempenho do exercício em jovens atléticos. Scandinavian Journal of Medicine & Science in Sports. Vol. 22. Num. 5. p. 684-689. 2012.
-Lewis, S.J.; Heaton, K.W. Stool form scale as a useful guide to intestinal transit time. Scand J Gastroenterol. Vol. 32. Num. 9. p. 920-924. 1997.
-Mendes, G.; Souza, I.;Trindade, J.; Neris, K.; Helena, K.; Prado, T.; Alvarenga, M.L. Conhecimento sobre hidratação de atletas de handebol masculino. Rev. Bras. Nut. Vol.10. Num. 56. p. 230-240. 2016.
-Moreira, R. T; Leonhardt, D; Conde, R. S. Influência de beber a bebida de leite fermento Probiotic, que contém Bifidobacterium Animalis sobre os sintomas da constipação. Centro Universitário Univates. Rio Grande do Sul. 2017.
-Peppas, G.; Alexiou, V.G.; Mourtzoukou, E.; Falagas, M.E. Epidemiology of constipation in Europe and Oceania: a systematic review, BMC Gastroenterology. Vol. 8. Num. 5. 2008.
-Pinto, A.P. Avaliação do estado de hidratação e rehidratação em atletas de futebol de ambos os sexos, de acordo com a ingestão de líquidos ad libitum, água simples e água com sal. Tese de mestrado. FMUC, 2014.
-Prado E.S.; Gonzaga, W.S.; Dantas, E.H.M. Conhecimento das práticas de hidratação dos atletas de vôlei de praia do estado de Sergipe. R. bras. Ci. e Mov. Vol. 18. Num. 3. p. 29-34. 2010.
-Schmidt, R. G. Hidratação Em Adolescentes Que Praticam Futebol Suiço. Trabalho Apresentado À Universidade Federal De Santa Catarina, para a Conclusão do Curso em Medicina. Florianópolis Universidade Federal. Santa Catarina. 2002.
-Schmidt, F.M.Q.; Santos, V.L.C.G.S.; Domansky, R.C.; Barros, E.; Bandeira, M.A.; Tenorio, M.A.M.; Jorge, J. M.N. Prevalência de constipação intestinal autorreferida em adultos da população geral. Rev da escola de enfermagem. Vol.49. Num.3.2015.p.443-452.
Autores que publicam neste periódico concordam com os seguintes termos:
- Autores mantém os direitos autorais e concedem ao periódico o direito de primeira publicação, com o trabalho simultaneamente licenciado sob a Creative Commons Attribution License BY-NC que permitindo o compartilhamento do trabalho com reconhecimento da autoria do trabalho e publicação inicial neste periódico.
- Autores têm autorização para assumir contratos adicionais separadamente, para distribuição não-exclusiva da versão do trabalho publicada neste periódico (ex.: publicar em repositório institucional ou como capítulo de livro), com reconhecimento de autoria e publicação inicial neste periódico.
- Autores têm permissão e são estimulados a publicar e distribuir seu trabalho online (ex.: em repositórios institucionais ou na sua página pessoal) a qualquer ponto antes ou durante o processo editorial, já que isso pode gerar alterações produtivas, bem como aumentar o impacto e a citação do trabalho publicado (Veja O Efeito do Acesso Livre).